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Clayton Rocha - Trajetória

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    Uma nova oportunidade

    O mundo estava desconectado; uma desplanetarização tomou conta de nosso pequeno universo planetário; por vários dias, a comunicação era limitada ao nosso pequeno pedaço de terra...

    Publicado 23/02

    Era uma noite sem Lua, que deveria estar disputando o dia com o Sol no céu do outro lado da Terra. Repentinamente uma chuva de meteoritos inundou o escuro de claridade, estranhamente surgidos de vários pontos aparentemente fixos além da atmosfera.

    Tentei ligar para alguns amigos com a intenção de verificar se tinham visto a mesma coisa, mas não tive sucesso, pois o aparelho celular estava “sem serviço”. Busquei esta comunicação através da Internet, mas também estava “fora do ar”. A televisão que estava ligada até um pouco antes da chuva de meteoritos estava com todos os canais fora do ar, uma tela azul era o máximo que se conseguia. 

    Tudo bem! Vamos ao telefone convencional, mas também não funcionava.

    As rádios ainda estavam no ar e ficou-se sabendo que estes problemas estavam ocorrendo até onde as ondas conseguiam chegar. Nada de Facebook, nada de e-mail ou qualquer outra fonte de comunicação pela Internet.

    O ciberespaço tinha simplesmente apagado! A chuva de meteoritos era nada mais nada menos do que satélites de comunicação e todos os demais explodindo em cadeia.

    Até o dia seguinte, com apenas notícias das rádios locais e por informações de pessoas que se deslocaram para nossa cidade, ficamos a deriva das informações tão costumeiras e que já faziam parte do nosso cotidiano.

    O mundo estava desconectado; uma desplanetarização tomou conta de nosso pequeno universo planetário; por vários dias, a comunicação era limitada ao nosso pequeno pedaço de terra, mesmo as rádios começaram a falhar; os jornais circulavam com notícias locais; o sistema financeiro entrou em colapso, sem a possibilidade de operações online ninguém podia acessar contas, pagar, receber, transferir dinheiro e que mais se tentasse fazer.

    As atividades do crime organizado dentro dos presídios cessaram, pois, sem celulares operantes, não mais tinham comunicação com os parceiros de fora e os incêndios de ônibus, ataque a órgãos públicos e outras bandidagens também cessaram.

    A partir daquele dia, não ouvimos mais a “Voz do Brasil”, não ficamos sabendo os rumos do Estado Islâmico, ignorávamos o resultado final do julgamento do Petrolão, não tínhamos nenhuma notícia dos conflitos na Ásia e na África e ficamos sem ver o último capítulo da novela das 8h...

    Foram retirados os telégrafos do Museu Ferroviário e alguns telegrafistas de suas aposentadorias e algumas redes começaram a ser construídas.

    As pessoas começaram a conversar sem o uso de celulares e computadores; os vizinhos conheceram-se, afinal; muitos produtos supérfluos desapareceram das prateleiras dos  mercados e das lojas; as crianças reaprenderam a brincar umas com as outras, presencialmente; enquanto aguardávamos a reconstrução do sistema de satélites, refizemos nossos conceitos de convivência e de como utilizar coerentemente as novas tecnologias...

    Leia mais sobre: Artigos, Neiff Satte Alam

    Fonte: Neiff Satte Alam

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