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    Teatro Guarany

    Lá, aconteceram espetáculos inesquecíveis, e assim como fiz quando fui em busca do passado do Teatro Sete de Abril, quero também arrecadar, dos tempos idos, momentos de grandiosas manifestações artísticas ocorridos no Guarany.

    Publicado 11/03

    Já falei sobre o Teatro Sete de Abril.

    E o Guarany? Não está ele, igualmente, embora há menos tempo, inserido na cultura de Pelotas?

    Sim, claro.

    Lá, aconteceram espetáculos inesquecíveis, e assim como fiz quando fui em busca do passado do Teatro Sete de Abril, quero também arrecadar, dos tempos idos, momentos de grandiosas manifestações artísticas ocorridos no Guarany.

    Mas vou começar por um tempo que não era meu e sim dos meus pais.

    Minha mãe, formada em piano, porém amadora, e meu pai, um aficionado da ópera, falavam-me, quando eu era adolescente, sobre episódios de arte a que assistiram no Teatro Guarany.

    Por isso, muito cedo, o teatro entrou na minha vida e passei a admirar aquele casarão de arquitetura, vou arriscar, talvez eclética, com entrada art nouveau.

    Suas dimensões  se equiparam a muitos congêneres de grandes capitais brasileiras e europeias, especialmente se considerarmos o número de lugares na plateia, a  quantidade de frisas, bem ao gosto da época em que foi construído, e ainda a geral, localidade marcante em razão de os preços serem mais convidativos e os espectadores poderem usar trajes comuns, como acontece em todos os lugares.

    O teto e as paredes abaixo da primeira ordem de camarotes eram pintados com a frescos, que o temo danificou e não sei se podem ser recuperados.

    Bem perto do palco, fora do alinhamento dos outros, há, dos dois lados, uns camarotes especiais, que, contam, não sei se é lenda ou verdade, seriam freqüentados pelas famílias eventualmente enlutadas que não queriam se expor aos olhos da platéia mas que também não queriam perder a representação.

    A inauguração ocorreu em 30 de abril de 1921 com a ópera Il Guarany, de Carlos Gomes.

    Meus pais, então jovens e solteiros, estiveram presentes.

    Diziam eles que a temporada lírica que se seguiu à inauguração foi de grande sucesso e os espectadores trajavam roupas de gala.

    Daí em diante, e naqueles tempos, acontecia algo que colocava a cidade em posição de destaque e até de vantagem em relação a outras, no mundo da música.

    Acontecia, com certa freqüência, que aportassem no porto de Rio Grande, transatlânticos que levavam companhias operísticas para Buenos Aires para se exibirem no Teatro Colón.

    Pois, não raramente, essas companhias interrompiam a viagem e vinham apresentar-se no Teatro Guarany, trazendo os melhores intérpretes do mundo.

    Quando chega no meu tempo, as circunstâncias modificaram-se, e elas, as companhias, não passavam mais por aqui.

    Mas isso não significa que o Teatro Guarany tenha perdido a grandeza e que lá não se realizassem grandes espetáculos.

    Os grupos teatrais, compostos por excelentes atores brasileiros, traziam e ainda trazem, peças de notáveis autores.

    Mas não posso deixar de falar em uma temporada lírica, lá pelos anos cinquenta, que foi um dos pontos altos da vida do teatro. Eu aprendera, muito criança, a gostar de ópera, o que cultivo até hoje, e estive presente em todas as récitas.

    Foram espetáculos de enorme expressão artística e a platéia, lembro bem, vibrou intensamente.

    O Teatro Guarany, que pertence à mesma família Zambrano que o construiu, necessita, também, assim como o Teatro Sete de Abril, de reformas ou obras de conservação, porém, mesmo assim, ele tem condições de funcionar e isso acontece seguidamente.

    Ali se realizam “shows” e exibições artísticas de nível excelente e acontecem, da mesma forma, formaturas das universidades de Pelotas, o que movimenta a vida do teatro.

    Pelo que sei e vejo na imprensa, duas senhoras, descendentes do fundador – Suzana e Andréa, tomaram para si a tarefa de dar ao teatro plenas condições de uso, a fim de que seu destino não seja desvirtuado e ele volte à condição de grande casa de grandes espetáculos.

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    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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    Comentários (1)

    feito em 13/03/2012 09:02:16

    José Gomes se afirma cada vez mais como "o cronista da cidade".
    Marasco, o saudoso

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