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Clayton Rocha - Trajetória

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    Salvador

    Estou em Salvador. Aqui, além da igreja de São Francisco, com seus setecentos quilos de ouro e um candelabro de prata que pesa 70 quilos, tão lindo tudo que é necessária especial inspiração para descrevê-la, há o Pelourinho.

    Publicado 02/04

    Perdoem-me os arquitetos por eu vir falar em Arquitetura. Esta é uma daquelas profissões indefesas, pois qualquer um acha-se no direito de dizer o que pensa sobre ela.

    Isso não acontece, por exemplo, com a Medicina. Jamais me animaria a comentar uma operação de vesícula.

    Assim, ao ataque.

    Sinto-me fortemente atraído, nas cidades por onde passo, por sua feição arquitetônica.

    Essa preferência é daquelas que a gente tem e não sabe por quê. Fica, na verdade, acima de tudo o mais. Mesmo sem conhecer de perto, não sou um apaixonado pelo gênero Ouro Preto, que classificam, pelo menos popularmente, como Colonial Brasileiro.

    Acho que o que existe na Bahia é diferente, pelo menos há uma variação, às vezes até mesmo sutil, mas que me agrada sobremodo.

    Disseram-me que houve muita influência holandesa e espanhola, de onde surgiram traços mouriscos.

    Estou em Salvador. Aqui, além da igreja de São Francisco, com seus setecentos quilos de ouro e um candelabro de prata que pesa 70 quilos, tão lindo tudo que é necessária especial inspiração para descrevê-la, há o Pelourinho.

    Ao contrário do que eu pensava, não é uma simples praça, sim um bairro, um bairro com diversas praças, entre as quais se salientam quatro, a Thomé de Souza, onde está a parte alta do elevador Lacerda, em puríssimo estilo “art nouveau”, e o maravilhoso Palácio dos Governadores, hoje museu; a da Sé, cuja igreja foi desmanchada por pressão de uma companhia inglesa para fazer passar a linha do bonde; o Terreiro de Jesus, no qual se localiza a igreja de São Francisco e, finalmente, o Largo Pelourinho, esta a principal, a que chega até a nós através de televisão, revistas, etc.

    Essas quatro praças são muito próximas, uma das outras, quase ligadas, entre si, por um canto de cada uma, lembrando, um pouco, as de Praga.

    Mais, convergem, para elas, ruazinhas verdadeiramente encantadoras, com suas pequenas casas, grandes prédios, igrejas, mesmo nem sempre bem conservados, porém, de rara beleza.

    Formam um conjunto que retrata o princípio do Brasil. Senti, ali, tudo começou em 1549, a presença das caravelas lá embaixo fundeadas; vi, ali, os portugueses começando a grandiosa obra que nos legaram; identifiquei, ali, o sentimento de unidade nacional, que é nossa grande marca.

    Vejam, foi a arquitetura que me fez sentir sensações tão nobres.

    Impossível não ficarmos tomados de forte e comovedora emoção e não sermos invadidos pelo vontade de fazer, de algum jeito, algo por um país tão dadivoso, aquele mesmo sobre o qual, daqui, de onde estou, Caminha mandou dizer ao Rei: “nesta terra, em se plantando, tudo dá”.

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    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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