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    Redondo da Praça II

    O Redondo da Praça não era só no carnaval que tinha um papel importante na vida da cidade, como já contei. Além daqueles três dias dedicados ao Rei Momo, o Redondo despontava como um dos lugares mais aprazíveis de Pelotas.

    Publicado 27/01

    O Redondo da Praça não era só no carnaval que tinha um papel importante na vida da cidade, como já contei. Além daqueles três dias dedicados ao Rei Momo, o Redondo despontava como um dos lugares mais aprazíveis de Pelotas.

    Não só pela beleza do chafariz, que foi doado à cidade, pela França, no século XIX, com a fonte das Nereidas(elas eram as cinquenta filhas do deus marinho Nereu e de Dóris – in Wikipédia), como pela harmonia arquitetônica de todo o conjunto, o Redondo atraía uma movimentada freqüência.

    Cabe lembrar que naqueles tempos a vida em sociedade não era ameaçada pelos males que o futuro daqueles dias trouxe. A tranquilidade, a paz e a segurança, imperavam, então. O local recebia, diariamente, e durante todo o dia, as famílias que se reuniam para conversar e aproveitar dias lindos de sol, e o perfume das plantas se espalhava pelo ar nas noites amenas de verão.

    Dei meus primeiros passos e folguei meus primeiros brinquedos lá no Redondo, acompanhado de meus pais e minhas irmãs. Ali fiz e consolidei amizades que atravessaram a infância e a adolescência e muitas me acompanham até hoje. Entre outros lugares, o Redondo povoa minhas mais antigas lembranças. Olho para trás e vejo jovens senhoras fazendo tricô e crochê em animadas conversas com amigas.

    Ah! como a saudade me invade!

    Hoje, às vezes, e apenas para relembrar, passo por ali. Confesso que sinto a mesma sensação de prazer que toda a vida o Redondo me inspirou, como se eu estivesse recebendo uma mensagem do passado. Claro, ele é só um pedaço da praça, da praça que eu amo e que foi teatro de momentos de grande felicidade na minha vida. Gosto de ver o Redondo aproveitado em ocasionais manifestações culturais, como a Feira do Livro. Gosto, igualmente, de ver senhores e senhoras aposentados desfrutando aquele lugar singular. Não gosto de ver a praça sem os cuidados de que merece, o que de vez em quando ocorre. Tampouco vê-la mal aproveitada. Ela constitui um patrimônio público extraordinariamente valioso.

    Eu diria mesmo, que a Praça Coronel Pedro Osório significa para Pelotas um ponto turístico de grande atração. Não sou versado na matéria, mas ali está, segundo me disseram, uma variedade grande de plantas. Há alguns anos foram colocadas pequenas placas para identificá-las. O tempo, talvez, danificou-as. Seria o caso de refazer o trabalho que pode ter até valor educativo.

    Leia mais sobre: Artigos, José Rodrigues Gomes Neto

    Fonte: José Gomes Neto

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