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Clayton Rocha - Trajetória

    Opiniões

    Quando perguntar ofende

    Quem criou a frase "Perguntar não ofende" só pode ter sido um habitante de outro planeta.

    Publicado 21/03

    Quem criou a frase "Perguntar não ofende" só pode ter sido um habitante de outro planeta. Não existe nada mais ofensivo para algumas pessoas do que certas perguntas, que seriam absolutamente normais para pessoas "normais". Elas simplesmente deduzem, sabe-se lá por qual tortuosa elucubração mental, que a pergunta inocente que estamos fazendo tem alguma conotação pejorativa ou segunda intenção implícita.

    Num dia gelado de inverno você encontra um amigo só de camisa e pergunta:

    - Não estás com frio?

    E eis a dedução "lógica" dele: "Ele tá imaginando que a minha crise financeira é tão danada que não tenho dinheiro nem pra comprar um blusão!". Ou então, visitando alguém recém instalado num apartamento novo, você pergunta:

    - Tá muito quente hoje, não achas?

    "Esse cara tá pensando que eu não posso comprar um split como ele tem na sua casa...", deduz a outra pessoa, ofendida. Recentemente tive uma experiência dessas. Ousei perguntar a uma amiga que não via há muito tempo, o que ela tinha feito nos últimos vinte anos.

    - Vinte anos!? - reagiu à minha pergunta com os olhos arregalados, como se tivesse ouvido algo obsceno.

    - Sim, faz vinte anos que não nos vemos. Por que a surpresa? - respondi.

    - Precisavas lembrar que já faz duas décadas que eu fiz trinta anos, hein?

    Quando ela disse isso me caiu a ficha. Lembrei que nosso último encontro havia sido na sua festa de aniversário de trinta anos.

    - Mas... não mudaste nada! Continuas jovial - logo emendei na tentativa de consertar o que dissera.

    O elogio acessório só piorou a situação e ela esbravejou:

    - E tu também não mudaste nada. Continuas o mesmo debochado de sempre, dizendo que depois de vinte longos anos eu continuo jovem. Que absurdo!

    Tentei ainda balbuciar mais alguma coisa, mas minha (ex-)amiga deu o infeliz encontro por encerrado e bateu rapidamente em retirada.

    Quando relatei o incidente a um amigo nosso, vejam só o que ele revelou:

    Bah! Que coincidência fatal, cara. Tu te reencontraste com a Vera justamente no dia em que ela completava cinquenta anos!

    Leia mais sobre: Opiniões, Pedro Luis Marasco da Cunha

    Fonte: Pedro Marasco - arquiteto e escritor - marascodacunha@gmail.com

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