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    Quando os pastores se tornam lobos

    Bispos e sacerdotes que se deixam vencer pela tentação do dinheiro e pela vaidade do carreirismo, de pastores transformam-se em lobos «que devoram a carne das suas ovelhas».

    Publicado 17/05

    Bispos e sacerdotes que se deixam vencer pela tentação do dinheiro e pela vaidade do carreirismo, de pastores transformam-se em lobos «que devoram a carne das suas ovelhas». Não usou meios-termos o Papa Francisco para estigmatizar o comportamento  de quem – disse citando santo Agostinho  –  «apodera-se  da carne da ovelha para a comer, aproveita-se; negocia e é apegado ao dinheiro; torna-se avaro e muitas vezes  até simoníaco. Ou aproveita da sua lã para a vaidade, para se vangloriar». Para superar estas «verdadeiras tentações», bispos e sacerdotes devem rezar, mas precisam também da oração dos fiéis. A que o próprio Papa pediu esta manhã, quarta-feira 15 de Maio, a quantos participaram na celebração da missa na capela da Domus Sanctae Marthae.

    O Santo Padre comentou as leituras do dia: a primeira (Actos dos Apóstolos 20, 28-38) «é uma das páginas mais bonitas do Novo Testamento» frisou. Narra a relação entre Paulo e os fiéis de Éfeso, portanto a relação do bispo com o seu povo, «feita de amor e de ternura». Desta relação fala-se também no Evangelho de João (17, 11-19), «no qual se encontram outras palavras-chave», explicou o Pontífice, que o Senhor  dirige aos discípulos: «vigiai»; «cuidai do povo»; «edificai, defendei». E «Jesus diz ao Pai: “consagra”». São palavras e gestos que exprimem precisamente uma relação de protecção, de amor entre Deus e o pastor e entre o pastor e o povo. «Esta é uma mensagem para nós bispos,  sacerdotes e povo – esclareceu o Papa. Jesus diz-nos: “Vigiai sobre  vós mesmos e sobre  toda a criação”. O bispo e o padre devem vigiar, exercer a vigilância precisamente sobre o seu povo. Também cuidar do seu povo, fazê-lo crescer. Ser sentinela para o avisar quando os lobos chegam». Tudo isto «indica uma relação muito importante entre bispo, sacerdote  e povo de Deus. No final um bispo não é bispo para si mesmo, mas para o povo; e um sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas para o povo». Uma relação «muito bonita» baseada no amor recíproco. E «assim a Igreja torna-se unida. Vós – perguntou aos fiéis – recordais-vos sempre dos bispos e  dos  sacerdotes? Temos necessidade das vossas orações».

    De resto, esclareceu, a relação entre bispos, sacerdotes e povo de Deus não se funda na solidariedade social, portanto «o bispo e o sacerdote são solidários com o povo: nós aqui, vós ali». Trata-se  de uma «relação existencial», «sacramental», como a que é  descrita no Evangelho, na qual «bispo, sacerdote e povo se ajoelham,  rezam e choram. É esta  a Igreja unida! O amor mútuo entre bispo, sacerdote e povo. Temos necessidade das vossas orações para fazer isto, porque também o bispo e o sacerdote podem ser tentados».

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    Fonte: L’Osservatore Romano

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