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Clayton Rocha - Trajetória

    Da redação

    Pelotas oferece tratamento gratuito para a tuberculose

    Programa Municipal de Combate a Tuberculose atende a população, com tratamento disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

    Publicado 12/08

    A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos de tuberculose no Brasil. Em 2018, o Rio Grande do Sul registrou 5.085 ocorrências da doença, chegando a 7.073 no total. Pelotas - conforme levantamento da Secretaria Estadual de Saúde realizado em 2017 - notificou 241 casos, sendo 166 de novos diagnósticos. Para enfrentar o problema, a Prefeitura conta com o Programa Municipal de Combate à Tuberculose (PMCT), voltado à atenção secundária.

    O Programa atende os usuários encaminhados pelos serviços de saúde do município (UBSs/Ubai/UPA/Hospitais/Clínicas), após receber o diagnóstico de tuberculose. Ao chegar ao PMCT, a equipe avalia o caso, inscreve o paciente no programa e ele recebe gratuitamente toda a medicação para o tratamento, enviada pelo Ministério da Saúde, - que dura, em média, seis meses - e orientações sobre este.

    Segundo a enfermeira do Programa, Moema da Cunha, em alguns casos o tratamento poderá se estender ou o paciente precisará utilizar remédios especiais, sendo possível, inclusive, o encaminhamento para Porto Alegre, para acompanhamento do Hospital Sanatório Partenon. Atualmente, um dos principais desafios enfrentados no tratamento da tuberculose em Pelotas é o alto índice de abandono.

    “Como logo nas primeiras semanas a pessoa já se sente melhor, a chance de abandonar o tratamento aumenta”, afirma Moema.

    Entretanto, não tomar os medicamentos corretamente pode tornar a doença ainda mais agressiva, aumentando o risco da instalação de uma tuberculose resistente a medicamentos, bem mais difícil de eliminar. Outro fator que atrapalha a luta contra o transtorno é o social. “Há uma boa dose de preconceito atrelada às vítimas dessa infecção. Consequentemente, ela e seus tratamentos são menosprezados”, afirma Moema.

    Atualmente, a taxa de cura nas Américas, conforme a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), é de 75%, índice que deve subir para 90% até 2030, quando novos casos apresentarão queda de 80%. O Programa Municipal de Combate à Tuberculose funciona na rua Voluntários da Pátria, 1.436, junto ao Centro de Especialidades. O espaço funciona das 7h30min às 12h, de segunda a sexta-feira. Mais informações pelo telefone (53) 3222-5963

    Mais sobre a tuberculose

    Segundo o Ministério da Saúde, a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A doença é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. 

    A tuberculose pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, principalmente a que dá positivo para a baciloscopia, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença. 

    A forma extrapulmonar, que acomete outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas que vivem com o HIV, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

    Transmissão

    É uma doença transmitida pelo ar, através da fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea). Ela não é propagada através de roupas, lençóis, copos e outros objetos. Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento ela encontra-se muito reduzida.

    Apesar disso, o ideal é que as medidas de controle sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia, tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir, manter o ambiente bem ventilado e com bastante luz solar. O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão de partículas infectantes. Com isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

    Sintomas

    O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintoma respiratório – principalmente se a pessoa tiver tosse por três semanas ou mais - seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como:

    Febre vespertina
    Sudorese noturna
    Emagrecimento
    Cansaço/fadiga.
     

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    Fonte: Daiane Santos

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