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Clayton Rocha - Trajetória

    José Rodrigues Gomes Neto

    O Laranjal

    Haverá um lugar mais bonito e aconchegante, onde a natureza colocou, com esmero, a maior lagoa do mundo?

    Publicado 17/01

    Ah! O Laranjal!

    Haverá um lugar mais bonito e aconchegante, onde a natureza colocou, com esmero, a maior lagoa do mundo?

    Novamente aqui estou, com base na minha longa caminhada, evocando a história dessa belíssima praia. Creiam ou não, sou testemunha ocular do nascimento e desenvolvimento do Laranjal como lugar de lazer, primeiramente e, depois, constituindo-se em um aprazível bairro residencial de Pelotas.

    Eu não tinha mais do que dez anos de idade e voltando ao passado vejo-me sobre a balsa que atravessava o arroio Pelotas, um pouco adiante da Xarqueada São João (a Xarqueada Santa Brígida em São Gabriel, do meu avô, onde morei, era grafada com X e gosto de manter assim) e enfrentávamos uma estrada rústica pra alcançar a Lagoa. Aí, a convite de alguém da família Assumpção, acampávamos para um divertido piquenique.

    Alguns anos depois, minha lembrança, não sei se turvada pela saudade, registra o primeiro movimento de urbanização da praia do Laranjal. Não pesquisarei para contar. Vou aventurar somente informado pela minha memória, portanto, perdoem alguma imprecisão, mas, pelo fundamental eu garanto.

    Lembro que uma empresa da qual fazia parte o Sr. Adolfo Fetter, um dos políticos mais emitentes de Pelotas, que foi prefeito, pai de Edmar e de Adolfo, prefeito e vice-prefeito, também da Pelotas, e avô do atual prefeito Adolfo Antônio, promoveu um loteamento, que começou bem lá na ponta da praia, cujo acesso era pelo que hoje se chama a segunda entrada. Nascia, então, o balneário Santo Antônio.

    O loteamento foi um sucesso e logo se percebeu o futuro que teria. Pois eu(fico sempre me metendo) assisti a tudo isso. Lá por 1950/52, talvez, foi construída a ponte de madeira situada também junto à Xarqueada São João, porém do lado de cá, o que facilitou, claro, o acesso à praia. Essa ponte não existe mais e ali, no corredor que levava até a ela, existe agora a Vila da Palha.

    O crescimento do Laranjal, na minha visão, considerando as circunstâncias e as condições decorrentes do padrão de vida da cidade, ocorreu de forma positiva e em tempo apreciável. Hoje, o Laranjal não é mais, e apenas, um local de piqueniques ou de veraneio. É muito mais do que isso, é um bairro progressista, no qual residem milhares de pessoas. Trouxe, também, a reboque de si, o desenvolvimento da região.

    Por ali nasceram condomínios residenciais, e a estrada, em sua quase totalidade, está cercada de prédios residenciais e comerciais, fazendo crer que em muito pouco tempo haverá continuidade urbana entre a cidade e o Laranjal. Nestas simples crônicas aproveito, vez por outra, subliminarmente, para reivindicar alguma cousa, às vezes saída da minha cabeça, outras tomadas, aqui e ali, de alguém, que como eu, adora esta bendita terra.

    Creio que chegou o momento de pensarmos em uma estrada beira São Gonçalo, que sairia lá da antiga balsa do Rio Grande e atravessaria o Pelotas por uma ponte nova e chegaria na barra.

    Isso facilitaria o trânsito para o Laranjal, juntaria à cidade o São Gonçalo e oportunizaria um desenvolvimento turístico promissor. Essa bandeira não é inteiramente minha. Lá, no Treze Horas, ela tem tido boa aceitação e o principal incentivador, por um dever de consciência, confesso, é o coordenador do programa, o jornalista Clayton Rocha.

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    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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    Comentários (10)

    10º feito em 24/01/2012 11:42:33

    As crônicas do seu José Gomes dá prazer em ler, e no outro dia a gente lê de novo. Escreva mais seu Zé, escreva sobre os bondes do passado, esses que tinham que botar de novo na linha do Fragata. Eu sou daqui. abço do Gustavo Dornelles Centeno.

    feito em 24/01/2012 00:37:51

    voces falam tanto desses pastéis de camarões, mas aquele sr não tá todo irregular usando uma área da Marinha lá na barra do Laranjal? dá para defender tanto esse cara assim, como a turma de vocês faz aí? Roberto Santos. Laranjal.

    feito em 23/01/2012 22:47:40

    o seu Zé é muito brabo mas diz todas as verdades prá esses comunistas do 13 horas. Continue aqssim, e não deixe essa gente tomar conta do seu Claiton que é gente boa. Ele dá chance pra todo mundo, democracia demais prá esses malucos das idéias. avante seu Zé Gomes. Porrada neles.

    feito em 23/01/2012 22:42:39

    seu Zé Gomes esse laranjal maravilhoso vai viver todo trancado na estrada porque o povo tá comprando carro demais. o prefeito tem que dar um jeito nisso. Senão não vai dar prá continuar vivendo aqui e, meu caso, trabalhando no superporto., Adriano Santos.

    feito em 23/01/2012 21:03:34

    O Laranjal é tudo isso que o professor disse e mais alguma coisa. Só morador mesmo prá entender a sensação de liberdade e de silencio que a gente tem por aqui seu Zé Gomes. abraço de tres torcedores do azul e ouro. Daqueles de frequentar estádio e querer bater em juiz que nem o seu afonsinho.

    feito em 23/01/2012 21:00:54

    Disseram no dbate de vocês feito do laranjal que 20.000 moram por aqui. Podem dizer isso aos quatro ventos, que é verdade. E o Laranjal é um lugar que toma conta da gente. Quem chega aqui não vai mais embora.

    feito em 17/01/2012 18:33:42

    O companheiro dr.Zé Gomes é um literato nato, e consegue tocar os sentimentos na medida certa...Com isso fez com que eu entrasse na cápsula do tempo e voltasse à minha infancia.Embora não seja da época da travessia por balsa(antes da década de 50) fui várias vezes com meu pai ao Laranjal aos domingos -mais especificamente a estancia da Gisa- onde trocávamos de roupa(maiôs&calçoes de croché)nas "guaritinhas" da estancia da Gisa,onde acampava-se nos bucólicos matinhos. Levava-se farnel(?!)e nenhum tipo de bronzeador(não existia), voltando-se num vermelhidão do sol inclemente,que originavam feridas das queimaduras.Mais tarde, mesmo com a ponte de madeira que quase foi arrastada na enchente de 1956, tinha-se uma empreitada dificil,que era "escalar"o trecho da estrada com areia, na subida onde hoje é a mansão piramidal do Amilton do Petecetera.Antes do atual trajeto implantado pela primeira administração Bernardo de Souza,a estrada original passava por dentro de onde hoje é o Recanto de Portugal.Bons tempos aqueles,em que eramos felizes e não sabiamos...
    Um abraço do Carlos AC Vignolo

    feito em 17/01/2012 17:49:25

    Falar sobre o Laranjal também me remete para a minha infância. Desde 1954, meu pai levava a família para veranear, no dia seguinte ao encerramento das aulas no Gonzaga: em 5 ou 6 de dezembro. Ficávamos ali até às vésperas do início das aulas, que ocorria nos primeiros dias de março. Lembro que a luz apagava à meia-noite e que havia um aviso (desliga e liga) dez minutos antes. As pescarias eram maravilhosas. Cansei de pescar peixe-rei da água doce com os pés na praia e eram "uns baita peixes" (Não é "estória" de pescador). Sem falar quando transportávamos, lagoa a dentro, uma plataforma de madeira que o saudoso "facão" (Flávio Machado Moreira) possuía e sobre ela ficávamos pescando a manhã inteira. O futebol na praia, aos finais de tarde, reunia a gurizada. Bah! Quanta saudade! Parabéns, Professor, pela crônica. Antonio Ernani.

    feito em 17/01/2012 16:52:08

    O Laranjal é, sim, tudo isso que descreves. Perto dele eu moro, junto ao silêncio da mata nativa. Não troco esse lugar por nenhum outro, e ali quero encerrar a minha vida. De outra parte, o senhor também percebeu que esta Avenida Beira São Gonçalo é uma espécie de "pacto com o futuro", um sólido comprometimento com a paisagem que se abre para as águas do velho Canal. Forte abraço do Clayton.

    feito em 17/01/2012 16:43:48

    Bela crônica, Zé, o melhor intérprete do "Pelotas dream".
    Marasco, advogado.

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