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Clayton Rocha - Trajetória

    Artigos

    Mandela

    O mundo assiste comovido o funeral de Nelson Mandela.

    Publicado 11/12

    A trajetória desse líder político foi invulgar. Insurreto sul africano, combatendo a política do apartheid, permaneceu longos 27 anos de encarceramento. Transforma-se no primeiro Presidente negro da nação Sul africana, assumindo o cargo em 1994. Deixa a presidência em 1999, afastando-se da política partidária e eleitoral. Passou a dedicar-se à causas humanitárias e sociais. Prêmio Nobel da Paz, em 1993, compartilhado com Frederick de Klerk. Falece aos 95 anos de idade.

    Esses dados são do conhecimento de todos e os méritos de Nelson Mandela admirados, festejados pelas populações das nações do mundo.

    Quatro ex-presidentes do Brasil, mais a Presidente Dilma, fizeram-se presentes nas exéquias do grande homem. Homenagem do Brasil, de maioria negra e mestiça, que enriqueceu-se e enriquece humanamente com a criativa cultura afro brasileira.

    Uma indagação se impõe. Por que Mandela, no auge do prestígio político, não tentou reeleição ou permanência no poder, afastando-se da política?

    O homem se agita a humanidade o conduz. Embora a frase pertença ao ideário de A.Comte, aplica-se à indagação.

    Mandela lutou contra a desigualdade e segregação no seu país.

    A colonização bôer e inglesa, no caso da África do Sul, teve como resultado o mesmo que nos demais enclaves colonialistas exploradores: a despersonalização da África, a perda de identidade.

    A África, originalíssima e rica culturalmente, ocidentaliza-se, no compasso da desastrosa obra colonizadora de alemães, franceses, portugueses, ingleses etc.

    O que remanesceu do vasto Continente Tribal foram seccionamentos territoriais, travestidos de nações, muitas delas em frequente beligerância, outras tantas envolvidas em carnificinas étnicas.

    A África do Sul, a mais desenvolvida das nações africanas, submetida ao domínio anglo bôer, por longas décadas, tentou o convívio de culturas paralelas distintas, a branca e a negra.

    Não foi bem sucedida, dado a alta exploração econômica do segmento autóctone, o negro. O mundo inteirou-se do aspecto desumanizador, cruel do apartheid.

    Os protestos e reclamos das nações fizeram-se ouvir alto, recaindo sobre a África do Sul severas sanções financeiras comerciais. Mais grave, ainda: a ameaça de guerra civil e desmantelamento do Estado Sul Africano se não fossem realizadas profundas transformações político sociais, visando a integração de brancos e negros, com direitos iguais e chances de desenvolvimento pessoal iguais.

    Mais do que o heroico esforço integrativo de Nelson Mandela e seus inúmeros seguidores, o apartheid é vencido pelo sentimento de sobrevivência de uma sociedade.

    Sem Mandela o processo de desfazimento do apartheid tardaria, perigosamente; sem ele poderia a nação Sul Africana mergulhar fundo em trágico conflito  interno. Seu mérito foi o de mobilizar esse sentimento de sobrevivência.

    A desigualdade, ainda, faz-se presente na África do Sul; a exclusão e preconceitos com relação aos negros opera ostensivamente, não obstante as leis que os punem.

    Há um longuíssimo caminho a percorrer para eliminar os rescaldos do apartheid.

    Caso Nelson Mandela permanecesse na política, além de 1999, sofreria severo desgaste. Transformá-lo em lenda viva e sacralizá-lo , post mortem, faz dele um símbolo perene de resistência à desigualdade, um norte  humano para a convivência pacífica e igualitária, um mito a ser difundido e seguido.

    Leia mais sobre: Artigos, Francisco de Paula Bermudez Guedes

    Fonte: Francisco de Paula Bermúdez Guedes.

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    Comentários (1)

    feito em 16/12/2013 14:30:50

    Professor Guedes. Seu texto tenta e consegue explicar um homem total! Já eu penso que o grande mérito de Mandela foi pensar! Ele tentou atingir metas pela violência, não conseguiu! "Parou" ou pararam com ele, refletiu e passou a utilizar outros métodos. Tato, pedagogia e bom senso; Resultado: MADIBA!
    Feliz Natal e um abraço!
    Alexandre Borio

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