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    Futebol de Sete

    Hoje vou contar uma história de interesse local. O Futebol de Sete tem uma forte ligação com Pelotas, pois aqui, lá em 1952/53, ele nasceu. O tradicional empresário e homem de esportes – Rafael Dias Mazza – foi o precursor da nova modalidade esportiva.

    Publicado 25/01

    Hoje vou contar uma história de interesse local. O Futebol de Sete tem uma forte ligação com Pelotas, pois aqui, lá em 1952/53, ele nasceu. O tradicional empresário e homem de esportes – Rafael Dias Mazza – foi o precursor da nova modalidade esportiva.

    Em 1952, ele, juntamente com seu irmão Geraldo, adquiriu a Charqueada São João. E, com seu espírito criador, inventou um futebol para ser praticado em uma cancha menor, e o que é mais importante, sem o “famigerado” impedimento. Isso facilitava a compreensão, por parte das mulheres, das regras do jogo...Elas costumam dizer que entendem tudo de futebol, menos o “off side”. Então, lá na Charqueada não havia essa dificuldade.

    Ali foram realizados grandes torneios, disputados entre times que se organizavam na hora, com base no par ou ímpar, devidamente uniformizados, embora nos dias comuns jogassem os de camisa contra os sem camisa. É forçoso contar que eu participava intensamente dessas disputas e, mil perdões, mas não posso esconder a verdade: fazia muitos golos...e mais, com os dois pés...Meus netos não acreditam, mas trago o testemunho do Milton Milman, que na hora da formação dos grupos levava-me para o seu lado. E, olhem, ele era um verdadeiro craque, com passagem pelo primeiro time do Pelotas, que na época era chamado de o “Santos Azul”.

    Em torno das disputas, os meus inesquecíveis amigos Mazza, Rafael e Nóris, com seus queridos e saudososfilhos, Branca e Carlinhos, recebiam os participantes de forma efusiva e ofereciam refrigerantes e salgadinhos. Era uma festa e a ela acorriam muitos torcedores, que tomavam partido, conforme a ligação que tivessem com os jogadores, quase sempre namorados ou maridos.

    Seguidamente acontecia um desafio entre casados e solteiros. Nós, naquela época eu era solteiro, quase sempre levávamos vantagem, talvez por sermos mais jovens. Após as disputadíssimas contendas, matada a sede com Coca-Cola, naquele tempo, normal, ainda não havia a Zero, jogávamo-nos nas deliciosas águas do Arroio Pelotas e ali ficávamos até que a Terra nos levasse adiante e o sol desaparecesse, para novamente, no dia seguinte, reencontrá-lo radiante e luminoso.

    Esse é o início do Futebol de Sete no Brasil e quem sabe no mundo. Em Caxias do Sul há um clube, o Torino Futebol Clube, que segundo eles informam, foi fundado em 1959.

    Uma curiosidade interessante, que eu quero deixar registrada, já contei isso diversas vezes, o campo do Dunas Clube, o primeiro, foi marcado pelo Luizinho Mascarenhas com a minha ajuda, a partir das medidas do campo da Charqueada. Isso aconteceu lá por 1955/56. Logo o novo esporte tomou um enorme impulso entre os associados do Dunas e passou a ser jogado mesmo antes da inauguração da piscina. Até hoje é uma das molas propulsoras da vida do clube.

    Se fizerem o que eu fiz, e agora quase todos buscam informar-se pela Internet, verão que há, hoje, campeonatos mundiais, inclusive com a participação do Brasil. Tenho lembrança de que a uma certa altura, lá pelo final da década de cinquenta, o compositor Chico Buarque de Holanda organizava, em seu sítio, partidas de Futebol de Sete.

    Porém, a primazia, cabe à Pelotas.

    Leia mais sobre: Artigos, José Rodrigues Gomes Neto

    Fonte: José Gomes Neto

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    Comentários (11)

    11º feito em 15/02/2012 18:42:53

    Querido Zé,
    Fiquei emocionada ao ler essa memória tão afetiva do meu avô. Nesse momento em que tento entender a vida sem meu pai, saber que eles (avô e pai) deixaram tantas coisas boas no tempo que estiveram por aqui, me faz muito bem.

    Ainda sobre o futebol da Charqueada...a minha infância de menina guarda com carinho a iniciativa do meu primeiro "empreendimento". Foi uma banquinha para vender ki-suco aos "jogadores" de sábado! Momentos que não voltam mais, mas deixam as boas marcas na alma.

    grande abraço!
    Gabi Mazza

    10º feito em 31/01/2012 22:33:22

    Concordo plenamente com o dr.Zé Gomes, pois Pelotas foi o berço do FutSal -trazido pelo Galego em suas andanças na década de 50, e implantado na Agremiação- assim como viu o nascimento do Fut7 nas quadras de grama do Dunas,do Parque Tenis e nas canchas do Laranjal.Ainda tenho até hoje as marcas escuras nos cotuvelos das raladas na cancha de asfalto na Argolo.Lembro dessa turma citada pelo Nani,que faziam os rachas no meio das árvores da avenida Bento Gonçalves -em que as goleiras eram as alpargatas roda- ou na quadra de cimento da "pracinha dos macacos".Foi aí onde aprendemos a dar os primeiros chutes na pelota,e as vezes até em bolas de meia.Será que foi bom?Não,foi ótimo...

    feito em 31/01/2012 16:28:07

    Ele ainda não enende a que fuebol de sete eu me refiro. Falo naqquele que era organizado e que se espalhou por todo o país. Claro que sempre houve peladas com qualquer número, mas nunca houve um campeonato de times com três jogadores. Entende agora...?

    feito em 29/01/2012 17:42:58

    Essa do Prof. José Gomes lembrou-me um fato que dizem ser verdadeiro. Um conhecido empresário local foi convidado por um amigo para uma "pelada". Como combinado, o amigo passou de automóvel na casa do empresário, por volta das 19 horas, e rumaram para um clube social. Lá chegando, o amigo, surpreso, indagou: "
    Ah, mas é futebol? Eu não jogo!". Ernani.

    feito em 27/01/2012 16:16:22

    Como eu fico triste com manifestações invejosas...Quando eu falo em alguém de quem gosto é somente para enaltecê-lo. Se vocês não podem me imaginar fazendo golos como é que conseguem ver o Antônio Ernani participando de peladas...? José Gomes Neto

    feito em 27/01/2012 08:49:44

    Marasco (do "buraquinho"). O Sérgio Ferreira ficou "ansioso" com esta história de que o Prof. José Gomes "por muito pouco não vestiu a amarelinha". Haverá entrevistas, crônicas, o Clayton vai fazer alguns programas sobre o tema. A Revista Placar virá a Pelotas: José Gomes, o craque esquecido! (que título). Sabe que tudo isso lembrou-me um samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel:
    "Sonhar não custa nada
    O meu sonho é tão real
    Mergulhei nessa magia
    Era tudo que eu queria
    Para ese carnaval
    Deixe a sua mente vagar
    Não custa nada sonhar
    Viajar nos braços do infinito
    Onde tudo é mais bonito
    Nesse mundo de ilusão
    Transformar o sonho em realidade
    E sonhar com a mocidade
    E sonhar com o pé no chão"
    Abç. Ernani.

    feito em 26/01/2012 18:19:11

    Nani,
    Tá criada a polêmica.
    Contei para o Zé o conteúdo do teu comentário.
    Realmente, raras vezes, nas peladas do nosso tempo, jogávamos onze contra onze. No geral, os campinhos eram pequenos e, também, a turma não era tão numerosa para comportar a formação de dois times.
    Assim, é verdade que sempre deve ter havido, em qualquer parte do mundo, "futebol de oito", "futebol de sete", "futebol de seis", "de cinco" e assim por diante. O Zé, no entanto, dirá que isso que estamos falando é outra coisa...
    No pátio da casa do Ramon Hallal, jogávamos o "buraquinho" (pára-te quieto, Vaz...), que era o jogo de um contra outro (sossega, Vaz...) cujo objetivo era colocar a bola debaixo de uma daquelas velhas cadeiras de palha.
    Ah! o Zé Gomes está provocando em nós uma onda de nostalgia!...
    Valha-nos Franco Barreto!

    feito em 26/01/2012 18:06:27

    Diverge mal o Prof. Antônio. Eu contei que o futebol de sete nasceu aqui de forma organizada, claro. Lógico que peladas sempre houve, até entre dois jogadores.
    Agora, as tentativas, tanto suas como a do professor que te antecedeu, lá em cima, não vão turvar o passado de quem, or muito pouco, não vertiu a amaraelinha, que naquele tempo era branca.Abs. José Gomes Neto

    feito em 26/01/2012 11:23:57

    Marasco (acordenista). O pior era aquele que jogava de contrapeso. Lembra? Acontecia quando o número de jogadores era ímpar. Para não ficar ninguém de fora, um dos jogadores, o mais fraco, ficava de contrapeso. Jogava sempre para o time que estava atacando. Normalmente, niguém lhe passava a bola. Só atrapalhava. Essa foi do fundo do baú (kkkkkkkk). O Vaz tem que entrar nesta. Ernani.

    feito em 26/01/2012 09:48:48

    Tenho outra interpretação para a história de o Zé jogar no time do Milton Milman:
    O Milton era, sim, um craque; o Zé era colocado no time dele para contrabalançar...
    Marasco, "dando uma de Vaz".

    feito em 26/01/2012 07:35:33

    Meu querido Professor. Ouso divergir. É que essa modalidade de futebol, com menos de 11 jogadores por equipe, sem impedimento, era jogada por todo Brasil e, quiçá, no mumdo todo, sempre que um grupo se reunia para jogar. Assim foi no pátio do Colégio Gonzaga, no campinho da barranca (Avenida Bento Gonçalves com a Barroso, na diagonal com a Brigada), onde a turma da zona se reunia. Era comum, também, entre os veranistas do Laranjal. Outros grupos tinham seus locais para jogar. Na Rua Miguel Barcelos, onde eu morava, havia, nos fundos do Cartório de Protestos do Dr. Décio Leal, uma cancha de futebol, organizada pelo saudoso Luiz Antônio Leal, onde nos reuníamos no meio da tarde, para jogar (Celso Haical, Marçal, Veiga, Pipa, "Esporão", Maneca Nora, Marcant, eu e outros). Enfim, assim foi até que alguém resolveu oficializar e colocar regras nas autênticas "peladas" (no bom sentido). Aprecio muito seus artigos, sempre impregnados de saudosismo, próprio dos "experientes" na vida. Abraço. Ernani.

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