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Clayton Rocha - Trajetória

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    Faculdade de Direito de Pelotas

    Gosto de contar cousas de Pelotas, momentos marcantes e agora saudosos, de memória.

    Publicado 11/03

    Gosto de contar cousas de Pelotas, momentos marcantes e agora saudosos, de memória.

    Corro o risco de cometer enganos, pois às vezes, acontece com todos, não registramos com precisão o que verdadeiramente se passou.

    Mas, eu conto à minha maneira, do jeito que ficou para mim.

    Conheci a Faculdade de Direito sem as duas alas, as que foram construídas, uma pela rua Felix da cunha e outra pela rua General Victorino, que por vontade de alguns vereadores, nem sei de que legislatura, mudou de nome, já que entenderam que ela constituía a continuação da rua Anchieta, cortada pela Praça Coronel Pedro Osório. Acho que voltarei a falar sobre isso, quero dizer, sobre as mudanças de denominação das vias e logradouros públicos.

    Mas, a Faculdade de Direito, dizia eu, constituía-se apenas pela parte do meio, onde está a escada de acesso.

    Era o meu reduto, pois vivia na D. Pedro II e meus parentes na Victorino, o que me fazia circular pela zona.

    Assim, vi crescer o prédio da Faculdade e participei de um baile, organizado pelos alunos, onde hoje está a biblioteca, par festejar, creio, a inauguração da ala da Victorino.

    Foi uma festa aguardada com muita expectativa, eis que seria, como foi, animada pela orquestra do maestro Chiquinho, que desfrutava de grande prestígio no Rio de Janeiro.

    No meio madrugada, quando a animação era intensa, eu nunca soube se foi boato ou verdade, anunciaram que uma viga ou coluna de sustentação ameaçava ruir.

    Houve, tanto quanto me recordo, um princípio de pânico. O corredor de acesso era estreito, creio que alguns pularam a janela e fomos todos parar no meio da praça. Imaginem a confusão que o tumulto despertou.

    Bem, o baile terminou e fomos calmamente para casa, sãos e salvos.

    Bons anos após esse episódio(quando falo nisso não arrisco um número porque já me enganei várias vezes e vocês verão que depois de uma certa idade a gente pensa que passou um ano e vai ver, transcorreram oito), primeiro como aluno, mais tarde como professor, passei a freqüentar a Faculdade, diariamente.

    Fiz mesmo a parte mais importante e saudosa de minha vida profissional, lá.

    Vivi um sem número de momentos inesquecíveis dentro daquele prédio, onde aprendi mais do que ensinei.

    Construí(amizades são construídas) amizades eternas, tanto com alunos como com professores e apenas a menção àqueles instantes me comove.

    Observem que há cousas que marcam a gente e que ficam para todo o sempre.

    Cada vez que eu entrava na biblioteca vinha à minha mente a lembrança daquele baile. Em várias ocasiões ministrei aulas naquela sala.

    Costumava brincar com a D. Gilda Russomano, então diretora da Faculdade, que não me escalasse para dar aulas na biblioteca, pois eu tinha medo que ela desabasse.

    Ela, com aquele humor característico e quem a conheceu sabe bem como era, dizia-me brincando; “você precisa libertar-se desse trauma”.

    Tomara estivesse ela, ainda hoje, escalando-me para dar aulas na biblioteca.

    Leia mais sobre: Artigos, José Rodrigues Gomes Neto

    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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    Comentários (2)

    feito em 09/04/2012 12:22:19

    Adorei o artigo.Nunca cheguei a estudar na Faculdade de Direito,mas,posso dizer que,praticamente,lá me criei.Saía do Colégio São José e ia pegar carona com a minha mãe,Gilda Russomano.Quase sempre chegava bem antes do meio-dia e assistia aos bate-papos da ¨turma dos mandinhos¨no gabinete dela,comendo empadinhas da Confeitaria Brasil.
    Estudei Direito mais pensando na ¨minha¨já intitulada faculdade,mas,pelas circunstâncias da vida profissional do meu pai,fiz o curso na UnB de Brasilia.Mas,trago no coração o mesmo carinho e a sensação de estar em casa quando passo ou entro na Faculdade.

    feito em 12/03/2012 11:28:43

    Bonitas recordações, Prof. José.
    As salas de aula da Faculdade de Direito guardam muitas histórias.
    Acho que todos os que passaram por lá mantêm este carinho que retratas, em relação à casa.
    Talvez um dia devam ser narrados os episódios mais marcantes da "casa de Bruno Lima", tanto os gloriosos como os hilários (acredito que estes em maior número).
    Marasco, o acadêmico saudoso.

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