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    Do Economês

    Chamou especial atenção a peroração do Sr. Ministro Eduardo Braga sobre o que denominou de medidas anti-cíclicas, usando linguagem técnica econômica.

    Publicado 02/04

    Recentemente, O Ministro da Justiça, Sr. José Cardozo e o Ministro de Minas e Energia, Sr. Eduardo Braga, em manifestação pública televisiva, apresentaram-se explicando os porquês e fundamentos do decantado ajuste fiscal. Chamou especial atenção a peroração do Sr. Ministro Eduardo Braga sobre o que denominou de medidas anti-cíclicas, usando linguagem técnica econômica. Creio que o cidadão médio, como eu, pouco afeito ao economês, restou sem compreender. Arrisco esclarecer, com os parcos conhecimentos que tenho, arriscando a crítica dos economistas e as bem vindas retificações. Vou direto a um exemplo.

    Prevendo a necessidade de desenvolvimento e aceleração do crescimento, o governo incentiva investimentos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), concedendo empréstimos a juros subsidiados. Bilhões de reais são destinados a projetos de infra-estrutura e tantos outros, com o objetivo de aparelhar a nação no enfrentamento de suas necessidades de desenvolvimento. Prevendo ciclo de retração do consumo e desemprego, criam-se isenções tributárias para a produção de veículos, haja vista que o complexo das montadoras é alimentado por uma miríade de média e pequenas empresas, fornecedoras dos mais diversos itens que compõem a montagem de um veículo. Com isso, mantiveram-se os empregos e níveis razoáveis de consumo no Brasil, enquanto o mundo, principalmente a Comunidade Européia, em geral, tem apresentado  retração econômica e altos índices de desemprego. Assim também o foi a isenção tributária para a linha branca dos fogões, geladeiras, eletro domésticos, etc...

    Acresce a desoneração da folha de pagamento do empregador brasileiro, através de redução da carga de contribuições previdenciárias, objetivando a manutenção de empregos. Todas essas medidas e outras passaram a onerar os cofres públicos, com redução de arrecadação e gastos inesperados.  As medidas surtiram efeito, foram pontuais, mas dependentes de uma variável para sua real efetividade, qual seja, a reação da economia, o esperado crescimento econômico. Este não ocorreu, por razões de ordem interna e,principalmente, de ordem externa: o mundo definhou economicamente, houve o rebote da crise de 2008, USA, China, Comunidade Européia  diminuíram seu Produto Interno Bruto e nós, emergentes, fomos levados de roldão.

    Para contornar o ciclo de deflação, baixo consumo, desânimo, desemprego, o Banco Central Europeu resolveu despejar na comunidade cerca de 300 bilhões de euros, até maio de 2015, e o Federal Reserve do USA, para contornar a bolha imobiliária que combaliu  economia americana, de uma só sentada, em 2008, lubrificou as atividades do país  com 700 bilhões de dólares. Nós não temos tanto poder, somos da banda pobre...Na verdade, sempre esperando a reação positiva da economia, afinal Deus é Brasileiro, gastamos mais do que tínhamos.

    Daí o ajuste fiscal, a presença do Ministro Sr. Joaquim Levy, conhecido no mundo da economia  como Levy, O Mão de Tesoura!  O ajuste fiscal  nada mais é que medida tradicional e useira, visando a acalmar o mercado financeiro/investidor e reconquistar  a confiança do mesmo. Busca atrair para o país, inclusive, o que o Sr. Delfim Neto, denomina de “capitais vagabundos”, esses que surgem motivados por polpudas vantagens e garantias, surfando para outras paragens mais promissoras, num simples toque digital. Necessitamos de dinheiro, em dólares...

    Platão, para explicar sua filosofia, servia-se dos mitos, bem ao alce do entendimento do homem comum. La Fontaine usava o fabulário.

    Melhor fora que o Sr. Eduardo Braga, Ministro de Ninas e Energia, usasse da historinha do homem pilotando um velho Fiat, ano 78, para explicar anti-ciclos, gastanças e expectativas frustradas de crescimento econômico.

    O homem examinava a faixa de rodagem, lá vinha um enorme, poderoso e luzente caminhão bitrém.

    A voz da consciência insinuou: Atravessa que dá... Ele atravessou e foi severamente abalroado. Enquanto sua alma gentil subia aos céus, a voz da consciência, humildemente declarou: OH! que pena, não deu ! 

    De permeio às atribulações econômicas, temos o que realmente revolta os brasileiros: o escândalo da Petrobras. Pipocam outros: Caixa Econômica Federal, Receita Federal.

    Mas, há sempre um consolo: estamos investigando e trazendo à luz esses despautérios.

    Queira o Senhor do Bom Fim que nada se encontre de ruim no BNDES!

    OREMOS...

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    Fonte: Francisco de Paula Bermúdez Guedes

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