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    José Luis Marasco

    Críticas e Críticos

    Ninguém desconhece que em uma sociedade democrática os opositores – nem sempre movidos por interesses superiores, senão que pela conquista de espaço político – são naturalmente os primeiros a criticar seus adversários.

    Publicado 28/08

    As pessoas que se expõem ao público, especialmente as que desempenham cargos eletivos, estão, obviamente, sujeitas à crítica.

    Devem, pois, recebê-las com naturalidade, o que significa atitude de respeito e verdadeira consideração a seus termos. Não me parece, porém, que tais respeito e consideração impliquem em necessário e obrigatório acatamento ao conteúdo da crítica que haja sido feita.

    Ninguém desconhece que em uma sociedade democrática os opositores – nem sempre movidos por interesses superiores, senão que pela conquista de espaço político – são naturalmente os primeiros a criticar seus adversários. Tal circunstância – que não invalida, a priori, a crítica que fazem – deve, sim, ser devidamente ponderada, também sob um ponto de vista crítico.

    Depois, a crítica, por estar ao alcance de qualquer um e ser direito de todos, seguidamente é feita por quem não tem o conhecimento por inteiro dos elementos envolvidos na matéria que tenha sido questionada. Assim, em meu modo de pensar, ela pode e deve servir, antes de mais nada, para trazer à luz explicações que estejam disponíveis aos que tratam diretamente do tema alvo, o que poderá determinar ao próprio crítico – se realmente movido por interesses maiores – a reavaliação do que fora por ele levantado.

    O que digo aqui não é – tenho certeza – desconhecido de ninguém que, com espírito superior, exerça o saudável e democrático direito de crítica. É, afinal, preceito incluído como princípio ético de atividades profissionais em que a formação do contraditório é essencial para o desvelar da verdade.

    Não obstante, vê-se seguidamente o quanto alguns críticos traem-se a si próprios, pretendendo que suas críticas não estejam, elas próprias, sujeitas a contestações.

    O direito à crítica expõe não só o criticado ao julgamento da opinião dos outros, como, também, coloca quem critica sob a apreciação do público.

    Seguidamente se vê, na vida diária, quantos críticos existem que não toleram ser criticados. O flagrante mais comum de tal fato dá-se quando respondem eles às apreciações de um eventual criticado, sobre o conteúdo das críticas que haja  este recebido, dizendo-lhe, de forma autoritária, não mais do quê: “ele não sabe receber críticas”.

    Ora, quem, mesmo, neste caso, não sabe?

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    Fonte: José Luís Marasco Cavalheiro Leite - Professor

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    Comentários (4)

    feito em 21/09/2013 19:46:37

    Caro Júlio,
    Muito corretas tuas observações. A frase do Ezra Pound é muito boa. Vou agregá-la às minhas anotações.
    Um abraço do Marasco

    feito em 20/09/2013 14:42:06

    Professor Marasco
    Parece que o brasileiro tem uma crítica pronta para tudo, o técnico de futebol não sabe escalar o time, o craque do time não sabe bater uma falta, o assador do churrasco sempre tem um defeito, o aluno quando obtém uma nota baixa,o problema esta no professor, etc. Quando a crítica tem um cunho político, geralmente é feita com base em uma avaliação subjetiva, o crítico não apresenta nenhum argumento objetivo que dê sustentação a sua tese, Ezra Pond afirmava: "Podeis reconhecer um mau crítico porque ele começa por falar do poeta e não do poema".

    Um abraço...Julio Viana

    feito em 10/09/2013 16:56:16

    Um grande abraço, bom Guedes, poeta de belas cirandas.
    Marasco

    feito em 09/09/2013 15:53:18

    Estimado Colega prof. Marasco
    Li uma biografia de Churchill escrita por Lord Roy Jenkins . O grande político inglês costumava afirmar: " A democracia é uma bagunça, mas é o melhor que temos". Churchill recebeu pesadas críticas , duante e após sua atuação com 1º Ministro. Não consegui reeleição,após a guerra, para o Parlamento, em seu distrito, vencido por um "maluco" messiânico que prometia jornada de trabalho reduzida. No meu entender , o que leva às críticas pouco construtivas de adversários é o velho sentimento de inveja , uma das "armas" mais destrutivas. Fácil criticar quem no poder. Difícil é colocar-se na situação de quem governa e aplainar um pouco a inveja ,levando à críticas razoáveis que possam , de alguma maneira, auxiliá-lo na duríssima tarefa de administrar a coisa pública.
    A democracia oferece possibilidade de criticar quem governa, com a esparada consciência de que poucos se arriscam a assumir cargos públicos e muitos se omitem. Os homens de boa vontade que assumem cargos públicos, merecem maior compreensão , independente de partidos e ideologias.
    Forte abraço
    Guedes

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