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Clayton Rocha - Trajetória

    Da redação

    Câmara mobilizada para defender a educação Federal

    Vereadores se reuniram com reitores da UFPel e IF-Sul para traçar ações para protestar contra cortes e pressionar governo federal a voltar atrás.

    Publicado 10/05

    Uma grande mobilização de rua, duas audiências públicas, uma sessão em praça pública e uma ofensiva nas redes sociais serão as primeiras ações realizadas pela Câmara Municipal de Pelotas em parceria com as direções e comunidades da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) para mobilizar a população da região a defender as instituições que ameaçadas por cortes de 40% em seus orçamentos devem suspender as atividades nos próximos quatro meses.

    “Precisamos mostrar a importância da UFPel e do IF para Pelotas e região, e preciso chamar a atenção de todos para se juntarem na defesa da educação federal que é essencial para a economia e o futuro da região”, justificou o vereador Marcos Ferreira, o Marcola, segundo secretário da Câmara e responsável por organizar as reuniões realizadas com os reitores na manhã de quinta-feira.

    Além de Marcola, participaram dos encontros os vereadores: Ivan Duarte (PT), Fernanda Miranda (PSol), Ademar Ornel, (DEM), Antonio Peres (PSB), Daiane Dias (PSB), Éder Blank (PDT), Marcus Cunha (PDT), Vicente Amaral (PSDB) e José Bennemann (PSDB).

    A GRANDE CRISE – Na primeira reunião o reitor da UFPel, Pedro Hallal fez um resgate das relações das universidades com o Ministério da Educação nestes cinco meses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e concluiu declarando que: “Não há diálogo com o MEC. O ministro não recebe os reitores. Fomos pegos de surpresa pelos anúncios dos cortes”.

    Logo depois Hallal fez um balanço da situação financeira da universidade e o impacto dos cortes. De acordo com o reitor a universidade terminou 2018 com uma previsão de R$ 9 milhões para investimentos (obras, compra de equipamentos, etc) porém deverá receber R$ 2 milhões e hoje tem R$ 200 mil na conta. “Não há dinheiro para obras, consertos ou qualquer investimento”, revelou.

    A situação não é diferente quando o assunto é o dinheiro destinado ao custeio da UFPel. Dos R$ 84 milhões necessários, R$ 21 milhões foram cortados. Este dinheiro seria destinado a três frentes distintas: pagamento de 593 funcionários terceirizados (vigilantes, motoristas, faxineiros, etc), auxílio moradia e aluguel social para 1,7 mil estudantes carentes com renda familiar de até 1,5 salários mínimos e na alimentação no Restaurante Universitário e, a última parte, seria destinada ao pagamento de bolsas de extensão, monitoria e materiais para salas de aula. “A situação é a seguinte: 40% do ano já foi e só há 20% dos orçamento para frente”, revelou.

    Na reitoria do IF-Sul, os vereadores não ouviram nada muito diferente da vice-reitora Adriane Menezes, da pró-reitoria de Administração e Planejamento, Daniela Lopes e do diretor do Campus Pelotas, Carlos Corrêa. “Os cortes chegam a 37% nossos recursos são suficientes para executar apenas 10% das obras previstas”, revelou Daniela. A previsão é de que em setembro o cofre esteja raspado com 500 funcionários terceirizados e 300 estagiários sem ter como receber.

    No Campus Pelotas a situação ainda é mais crítica e de acordo com o diretor as aulas irão terminar em julho caso os cortes sejam mantidos. “Pagamos as contas de julho e acabou o dinheiro”, admitiu. Além de todos os problemas comuns às outras unidades, no Campus Pelotas há ainda o drama do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) que precisa ser atualizado até dezembro caso contrário o prédio da Praça 20 de Setembro será interditado pelo Corpo de Bombeiros. O problema é que para fazer isso são necessários R$ 4,5 milhões que não se sabe de onde, quando ou se virá. “A situação é caótica”, diz Corrêa.

    AÇÕES – A necessidade de chamar atenção da população sobre os prejuízos causados pela possível suspensão das aulas na UFPel e no IF-Sul antes do final do ano leva vereadores, reitores, professores, servidores e estudantes para a rua na próxima quarta-feira dia 15 de maio, dia da Greve pela Educação. A ideia é promover uma grande mobilização de rua com atos no Largo do Mercado e em todo o centro da cidade.

    Um destes atos vai ser a sessão legislativa que será realizada na praça a partir das 8h30min com a participação dos reitores, professores, servidores e estudantes. Na véspera da Greve pela Educação será realizada uma audiência pública da Câmara de Vereadores sobre a crise na UFPel na Faculdade de Direito, a partir das 19h. No dia 21 outra audiência semelhante para tratar da crise no IF-Sul será realizada no auditório do Campus Pelotas.

    “Vamos para o povo ver como é importante defender estas instituições pois seus fechamentos vão representar uma crise sem precedentes tanto na economia como para o futuro de Pelotas e região”, justificou Marcola.

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