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Clayton Rocha - Trajetória

    Francisco de Paula Bermudez Guedes

    Bourbonismos Econômicos

    O ano de 2015, recém iniciado, porta incompreensões e acabrunhamentos.

    Publicado 23/01

    A política econômica do primeiro mandato da Presidente Dilma, encabeçada pelo Ministro Mantega, buscou agilizar o consumo, através de estímulos fiscais, com redução de tributos  para vários produtos. Os brasileiros foram aos gastos e às compras. Manteve-se níveis de desemprego em índices baixos, bem inferiores a muitos das nações desenvolvidas, vide França, vide Espanha etc...

    O resultado previsível: endividamento das famílias e estancamento do consumo.

    Foi uma política pontual e passageira, entre nós, lembrando a teoria keynesiana, que fala da intervenção forte do Estado, abandonando o liberalismo, desgastado, da economia de mercado, apontando para o necessário déficit no orçamento púbico, em períodos de recessão, desde que não venha a se tornar crônico.

    O déficit no orçamento público no Brasil atinge a soma assustadora de 132,2 bilhões de reais, o segundo pior da nossa história, conforme estatística do Banco Central.

    É  resultado da combinação perversa do aumento dos gastos públicos, arrecadação em baixa, inflação em alta, juros elevados e fraco desempenho industrial.

    Frente a essa situação aflitiva, o novo Ministro da Fazenda, Sr.Joaquim Levy promove medidas duras, que denomina de “não maldosas”. O aumento de tributos, como o do imposto sobre operações financeiras ( IOF), incidente no crédito das pessoas físicas, duplicou ( de 1,5% para 3%), tendendo reprimir a demanda, já em desande. Aumento do PIS/Confins para importações medida algo protecionista, podendo comprometer a competitividade de vários setores da indústria, já  que dependentes de muito insumos importados. Restrições aos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento.Aumento do Cid/Confins, incidente sobre combustíveis, com visíveis reflexos no encarecimento do transporte etc...

    Os brasileiros se espantam e não entendem  o preço acrescido da gasolina, haja vista a depressão inédita no preço internacional do petróleo.

    Sente-se um calafrio, com a percepção de que essas medidas possam ser a “ponta do iceberg “ de tantas outra que poderão surgir, inclusive quanto ao Imposto de Renda.

    Irreprimível adjetivar, essas medidas, de Bourbonismo Econômico. Os reis Bourbons, absolutista, sempre que combalido o Erário Público, de imediato, decretavam novos tributos, como a única solução. Não ocorrerão outras medidas mais criativas e menos onerosas,nas cogitações do Ministro da Fazenda e seus assessores? Muitos brasileiros, leigos em economês, comparam a atuação do Banco Central do USA ( Federal Reserve), injetando na economia daquele país, mais de 700 bilhões de dólares,objetivando a recuperação da crise de 2008 e as recentíssimas atuações do Banco Central Europeu, aportando à comunidade mais de um trilhão de euros ( até setembro de 2015), para evitar a recessão, aumentar o nível de inflação e incentivar o consumo e o desenvolvimento. No Brasil esvazia-se o bolso da população, com aumento de tributos. Necessário que o brasileiro médio, como eu, venha a entender mais sobre economia para dar algumas respostas a sua perplexidade.

    Os brasileiros, experts na arte de viver com pouco, terão de aprender a viver com menos ainda, cortando radicalmente todos os supérfluos, se já não o fizeram e, quem sabe, cortar gastos com muito do essencial.

    O Governo da Sra. Dilma merece elogios pela promoção do combate à fome( o mais completo plano e o  maior do mundo) e a desigualdade, integrando à economia milhões de brasileiros. O mesmo quanto ao acesso à educação e manutenção  dos empregos.

    Contudo, a nação vai enfrentar dias sombrios e, por certo, surgirão manifestações populares,que se espera sejam pacíficas, afastados os vandalismos.

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    Fonte: Francisco de Paula Bermúdez Guedes

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