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    Arquitetura de Pelotas

    Já pedi perdão aos arquitetos por invadir-lhes a área, sem credenciais para tanto. Foi quando escrevi (e publiquei o que é pior) sobre a arquitetura de Salvador na Bahia.

    Publicado 09/03

    Já pedi perdão aos arquitetos por invadir-lhes a área, sem credenciais para tanto. Foi quando escrevi (e publiquei o que é pior) sobre a arquitetura de Salvador na Bahia.

    Na ocasião eu disse que Arquitetura é uma profissão vulnerável, pois qualquer um pode dar palpite sobre ela.

    Claro que isso acontece apenas no que diz respeito àquilo que nos chega aos olhos, sem que penetremos, os que falam dela, em seus meandros técnicos.

    Assim, uma vez mais vou intrometer-me nos domínios arquitetônicos, contando uma história que vivi pessoalmente.

    Os leitores hão de lembrar que no primeiro mandato do Bernardo Souza ele manou relacionar, lembro bem e creio que ainda tenho a relação, mais de mil prédios que mereceriam ser tombados, tanto pelo aspecto físico como pelo papel histórico que eventualmente tiveram na história do município.

    Houve uma correria e muitos proprietários apressaram-se em demolir os prédios ou descaracterizar suas fachadas, quando fossem daquela lista considerada pelos donos como ameaçadora de seus direitos.

    Essa visão clarividente do Bernardo ocorreu muito tempo depois de que a Praça Coronel Pedro Osório, a mais clássica do Brasil, enquanto manteve sua feição original, tivesse sido atacada, reduzida a uns poucos exemplares que se salvaram por milagre ou pela consciência de alguns proprietários.

    Na ocasião eu era consultor jurídico da Associação dos Proprietários de Imóveis de Pelotas, que congregava os proprietários de imóveis, como se vê pelo nome. Tive, então, problemas com alguns, pois eu me posicionei de acordo com o ato do prefeito.

    Jantando juntos, um dia, eu e o Bernardo, no restaurante Supérfluo, sugeri-lhe que fizesse um processo inverso, qual seja, tombar toda a cidade, e quem quisesse demolir ou modificar algum prédio teria de apresentar projeto e obter licença. Evidentemente que teria de haver um órgão oficial, idôneo, para julgar os pedidos que fosse feitos.

    Ele gostou da ideia, era fim de mandato e as atribuições decorrentes do cargo espinhoso que exercia impediram-no de levar a cabo o intento.

    Mas agora é que vem a história interessante que quero contar.

    Naquela época, não sei bem a que título, vieram à Pelotas uns arquitetos paulistas.

    Tive contato com eles e o acompanhei pela cidade. Estavam apaixonados pelos prédios de Pelotas. Chegaram-me a dizer, não lembro os detalhes, que a arquitetura de Pelotas merecia ser preservada tanto como a das cidades mineiras. Particularmente adoraram as casas de cimento penteado.

    Na oportunidade, quando lhes falei que a cidade era pouco arborizada, eles me deram uma explicação que guardo e repito até hoje: segundo afirmaram, nas cidades de colonização predominantemente portuguesa, as árvores eram plantadas nos pátios, nos fundos das casas, ao contrário das cidades de influência alemã, que costumavam ter jardins na frente.

    Aceitei a explicação e guardei-a como verdadeira.

    Agora, entretanto, quando no centro de Pelotas os prédios tradicionais deram lugar a novas construções, principalmente pequenos edifícios, que ocupam grande parte do terreno, ficamos mesmo com arborização escassa.

    Assim, a municipalidade deve pensar em superar essa falta, fazendo plantar nas calçadas, com orientação técnica, claro, árvores de pequeno porte, assim como extremosas, palmeiras, etc.

    A cidade ficaria vestida e mais linda do que já é.

     

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    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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    Comentários (1)

    feito em 10/03/2012 10:52:46

    Caro dr.Jose Gomes:realmente tens razão no que escreveste sobre a arquitetura dos prédios de Pelotas e desdobramentos. Mas fica muito dificil coordenar um processo publico de conscientização da comunidade,em vista do que se vê todo o dia pelas ruas da Princesa do Sul.Essa pobre moça de 200 anos, já deve estar consada de tanto ser maltratada pelos seus habitantes.Não precisas fazer muito esforço, basta olhares ao redor por onde passas,e ver pichações,depredações,coisas quebradas por puro vandalismo, que serão repostas com o dinheiro do contribuinte. A mim parece que esse tipo de gente deve pensar que tudo é de graça (ou não pagam impostos?!) além de curtirem o ranço revanchista contra quem está a frente do poder executivo,por não ser do partido deles...Certa vez na administração Bernardo/Jose Maria, a administração municipal institui-se um decreto-lei que proibia que os proprietários de imóveis antigos desfigurassem a fachada,como forma de proteção do patrimônio histórico de Pelotas. Enquanto tramitava o projeto na Câmara, um empresário -de uma firma localizada na rua Felix da Cunha- ordenou a mutilação dos adereços das colunas jônicas no intuito de fugir dos procedimentos restritivos que adviriam. Essa é apenas uma historinha,mas que vem ilustrar que a falta de parceria dos munícipes já vem de muito tempo, o que é lamentável para uma cidade que foi considerada o berço da cultura no Estado...
    Vignolo

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