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Clayton Rocha - Trajetória

    Crônicas

    Alcides Moraes

    O temperamento dele, a simpatia, a alegria, a comunicabilidade, foram marcantes em sua existência. Ele despertava, por onde andava, um sentimento que dificilmente alguém já não se considerasse, logo, logo, seu amigo.

    Publicado 21/10

    Perdi um amigo. Aliás, muitos de nós o perdemos. O Alcides faleceu, hoje, dia 19, no Rio de Janeiro, acometido de mal súbito.

    Meu pai era louco pelo Esporte Clube Pelotas. Por causa disso, naturalmente, acabei sendo um grande torcedor do áureo cerúleo.

    Desde muito cedo, acostumei-me a colecionar notícias de jornal sobre o time do meu coração. Assim, todas as notas publicadas, eu recortava. Lembro-me, não sei o ano, talvez no início da década de quarenta, que formei um álbum com as fotos dos jogadores do Pelotas. Era encabeçado pelo Alcides. De vê-lo jogar, propriamente, não recordo, porém, certamente, vi.

    Mas guardo na lembrança e também na saudade, o momento em que o conheci pessoalmente. Isso aconteceu na Casa Americana(rua Quinze, esquina Sete).

    O meu pai era íntimo amigo do S/Justino Ribeiro, dono da loja, e lá, no fim da manhã ou da tarde, ele e tantos outros, reuniam-se para conversar, às vezes encostados na vitrine, outras, no interior da casa. O assunto, quase sempre girava em torno do futebol.

    Em uma dessas vezes, o papai me disse: este é o Alcides, que abre o teu álbum.

    Fiquei emocionado, afinal, ele era um dos meus ídolos nessa época.

    Recebi dele muita atenção, e posso dizer, que daí para diante, e isso já tem mais de setenta anos, mantivemos, apesar de nossa diferença de idade, uma sólida amizade que se estreitou, bem mais tarde, no Clube Campestre, quando incontáveis vezes fomos parceiros no golfe.

    Era uma festa jogar com ele.

    O Alcides tinha qualidades raras. Não sei se conheci alguém com tanta vontade de viver, e viver bem, como sempre viveu.

    O temperamento dele, a simpatia, a alegria, a comunicabilidade, foram marcantes em sua existência. Ele despertava, por onde andava, um sentimento que dificilmente alguém já não se considerasse, logo, logo, seu amigo.

    O Pelotense Alcides, nascido em Jaguarão, veio trabalhar em Pelotas, e algum tempo depois  ter chegado, por concurso, passou a pertencer aos quadros da Secretaria da Fazenda Estadual, como fiscal de Vendas e Consignações, como se chamavam, naquele tempo, os fiscais de ICM.

    Aqui entrosou-se na sociedade, fazendo um sem número de amigos e participando da vida da cidade ativamente. Casou com D. Alda Tavares Oliveira, uma verdadeira dama, de família tradicional de Pelotas e com ela teve dois filhos: o José Carlos e o Luis Fernando.

    A gente sempre quer que os nossos amigos vivam para sempre, creio mesmo que todos queremos viver até a eternidade, embora sabendo que isso não acontecerá. Pois já que tem de acontecer, que seja como aconteceu com o Alcides. Viveu noventa e sete anos e até o final, com absoluta lucidez e sem nenhum mal físico que o afligisse. Eu diria que a passagem dele foi uma consequência do tipo de pessoa que ele era.

    Ainda assim, comoveu-me a morte dele. Ficamos sem um pelotense ilustre, que dividia, atualmente, sua vida, entre Pelotas e Rio de Janeiro.

    Leia mais sobre: Crônicas, José Rodrigues Gomes Neto

    Fonte: José Rodrigues Gomes Neto

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    Comentários (2)

    feito em 25/10/2013 14:57:19

    Professor, me lembro de grandes "charlas" dele com meu bisavô, Antônio Meirelles, nas escadarias do pavilhão do EC Pelotas em dia de jogo. Eu, pequeno, de mãos dadas com meu Bisa, ficava admirado dos assuntos deles, sobre os velhos tempos, jogos e times do Lobo. Pessoa simpática e amiga! Saudades dos dois!
    Abraço, Alexandre Borio

    feito em 23/10/2013 11:38:24

    Enviei um comentário para você, mas não sei se foi pelo caminho correto. Adorei a homenagem e me emocionei pois meu pai também foi goleiro do Pelotas: Remy Queiroz Guimarães. Acredito que minha outra mensagem deve chegar pois mandei através dos contatos do Pelotas 13 horas. Obrigada, Beatriz Guimarães

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