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Clayton Rocha - Trajetória

    Da redação

    Agentes de saúde cobram valorização salarial

    Categoria foi até a reclamar por ser excluída de projeto da Prefeitura que prevê pagamento de adicional para equipes do Programa de Estratégia da Família (ESF).

    Publicado 12/04

    Apesar de reconhecidos como o elo ligação entre a população o sistema básico de saúde os agentes de saúde não foram incluídos no projeto da Prefeitura de Pelotas que prevê o pagamento de adicionais para os integrantes das equipes do programa de Estratégia da Família e que tramita na Câmara de Vereadores desde a semana passada. Indignados com a situação centenas de profissionais lotaram a Câmara nesta quinta-feira para acompanhar a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que iria ouvir o secretário interino da Saúde, Leandro Thurow explicar a proposta do Executivo.

    “Estamos na ponta do programa, indo de casa em casa, sabemos da saúde de todas as famílias, na minha camiseta diz agente da estratégia da saúde, mas quando o projeto de valorização salarial é apresentado eu sou excluída, não sou mais estratégia da família. Isso é injusto”, falou em nome da categoria, Kelly Pereira. Para os representantes do Sindicato dos Municipários presentes à reunião o pagamento do adicional dos agentes é justo e deve ser cumprido pela Prefeitura. “É uma questão de valorização da função, pois o agente tem que morar na microrregião que atende e muitas vezes trabalha fora do horário para atender a população”, argumentou Tiago Botelho.

    Ao apresentar seu contraponto o secretário interino argumentou que o projeto que tramita na Câmara é apenas uma regulamentação necessária conforme a Lei 5.865/2011 que trata do adicional. “Não existe nenhum reajuste, este projeto não tem o intuito de aumento de salário”, disse.

    A resposta, contudo, não agradou a categoria que cobra do governo a inclusão dos agentes ou a retirada do projeto. O presidente da CCJ, vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PT) prometeu manter o trâmite e os prazos do projeto que deve ser analisado na comissão na próxima semana, mas criticou a decisão da Prefeitura em elaborar a proposta sem incluir os agentes. “Se tivesse interesse político da prefeita seria possível retirar valores pagos aos médicos e repassar aos agentes de saúde para que todos fossem contemplados. Não queremos tirar benefícios de ninguém, mas queremos que todos tenham direito a valorização”, comentou.

    A partir disso a Mensagem 04/2019 irá para votação na CCJ na próxima quinta-feira, caso a liderança do governo não solicite sua retirada, e estará apta para ser votada em plenário. Os trabalhadores prometem manter a mobilização.

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