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    A Libertação da Mulher

    Qual a essência da mulher? A mulher, efetivamente conquista sua liberdade?

    Publicado 14/03

    No dia 08.03.2014, celebrou-se o dia internacional da mulher. Muitos escreveram a respeito da data , enfatizando vários aspectos da feminilidade. Impõem-se  algumas indagações? Qual a essência da mulher?  A mulher, efetivamente conquista sua liberdade? Quando falamos em essência das coisas, ficamos perturbados com o pensamento de Fernando Pessoa: A essência das coisas é que as coisas não têm essência alguma.

    Superando o pessimismo do poeta, podemos afirmar que a essência da mulher é a maternidade e mesmo nas que não são mães vibram latentes as emoções da maternidade.

    As mães são as grandes civilizadoras e socializadoras, as que com ternura criam seus bebês, transformando-os em seres adultos razoavelmente harmoniosos, que venham fortalecer o amor construtivo ( Eros), contrapondo-se ao domínio da agressão ( tanatos).

    Se as autoridades, verdadeiramente interessadas na saúde mental da população, diminuindo o índice de agressões dos indivíduos contra si mesmos e contra os outros, ofereceriam às mães trabalhadoras um ano de licença maternidade. Ano decisivo para o desenvolvimento psicossocial do indivíduo, no qual,  desenvolve-se o diálogo simbiótico e cálido entra a mãe e seu bebê, marcado de ternuras que acompanham o ser humano por toda a vida, fortalecendo-o.

    Obviamente há as boas mães e as más mães, estas marcadas, em geral,por histórias de vida desastradas de pobreza e infelicidades, repercutindo na criação dos filhos. Daí a necessidade de assistência social de psicólogos, assistentes sociais etc...ensinando-as, induzindo-as a amar.

    Uma sociedade menos agressiva, livre de drogas, construtiva, preservativa de valores positivos está nas mãos das mulheres mães.

    Muitas mulheres, nos dias de hoje no Brasil, alcançam altos postos na Administração Pública e em empresas privadas,gerenciam, em percentual crescente, médias e pequenas empresas.

    A esperança é que levem a esses postos relevantes a ternura de mulheres, abrandando as relações de trabalho, superando conflitos, como só elas sabem como fazê-lo, evitando competitividades internas desastrosas, produzindo atmosfera agradável de atividade. Utopia ?

    Entretanto, muitas mulheres alçadas nessas atividades igualam-se aos homens, na sua natural agressividade empresarial.

    A mulher obreira e campesina,numa sociedade capitalista e excessivamente consumista é “atirada às máquinas”, ausentadas  do lar e dos filhos, em jornadas de trabalho cansativas, mal remuneradas; verdadeira escravidão disfarçada.

    No Brasil a mulher conquista sua liberdade?

    Creio que não, ainda, a pesar dos reclamos  das feministas.

    No nosso meio impera o machismo subjugando as mulheres e acesos os preconceitos.

    Em geral, os salários são menores do que os dos homens.

    Muitas trabalhadoras suportam assédios sexuais, para manter seus empregos.

    O caso das domésticas é emblemático. O travo aristocrático impera. Alimentam-se após seus patrões, dos restos deixados; raramente sentam-se na mesma mesa; servem durante anos e muito patrões sequer lembram do nome completo delas ou da data do aniversário.

    As mulheres, em geral, são soterradas por centenas de anos de repressão de toda a ordem, quer social, quer política, quer sexual. Todavia não se liberaram.

    A sociedade espera que cumpram papeis “ politicamente corretos” .

    As que envelhecem são as mais atingidas pelo soterramento causado pelas repressões; a sociedade espera que se afastem da sexualidade, sejam avós comportadas, tricoteiras.

    Há exceções, sem dúvidas; mas não são muitas, creiam.

    Dos consultórios de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas, vem a informação de que um percentual elevado de mulheres casadas não usufruíram de orgasmos ou prazer sexual, dado a essas repressões ancestrais, a essa noosfera de proibições que recai fatalmente sobre as mulheres.

    Se as mulheres falassem mais sobre si mesmas abertamente, relatando suas vicissitudes existenciais muito aprenderíamos, poderia ser o caminho para a libertação. Mas, fecham-se acanhadas, com medo, levando uma vida conformada.

    É preciso trazer à luz essas repressões,escandi-las, exvurmá-las,evitando o jugo repetitivo de gerações de mulheres  submetidas;  apoiando aquelas que, verdadeiramente, aspiram por serem mais livres. Essa seria, no meu entender, a tarefa máxima dos movimentos feministas. 

    Leia mais sobre: Artigos, Francisco de Paula Bermudez Guedes

    Fonte: Francisco de Paula Bermúdez Guedes

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